RELATÓRIO E CONTAS 2016

Gestores

06 João Marques da Cruz

QUE BALANÇO FAZ DE 2016? QUAIS FORAM OS MAIORES DESAFIOS?

O ano de 2016 foi positivo para a EDP, porque conseguiu superar as perspetivas de resultados quer face ao ano transato, quer face ao Business Plan e orçamento. Foi como sempre um ano com diversas dificuldades e desafios mas que considero terem sido superados favoravelmente.

No contexto da Hydro Global (HG), primeira joint-venture permanente entre a EDP e CTG, dedicada ao investimento em centrais hídricas em mercados não-tradicionais, 2016 marcou o seu primeiro ano completo de atividade. Por outro lado, em 2016, manteve-se a excelente trajetória de crescimento da rentabilidade da EDP Labelec e no Centro R&D de Lisboa angariou-se mais um grande projeto que se veio juntar aos que estão em desenvolvimento.

Na área internacional, reduziu-se a exposição aos países afetados pela crise económica, nomeadamente Angola, e deu-se preferência aos mercados de baixo risco ou com garantia de pagamento.

QUE FACTOS SE DESTACAM NAS DIFERENTES ÁREAS DE QUE É RESPONSÁVEL?

Relativamente à Hydro Global, destacou-se a decisão de investimento no projeto de San Gaban III (209MW), no Peru, no final do ano, após se terem completado o licenciamento e estudos de viabilidade técnica, bem como os pressupostos comerciais como condições do PPA, valor do EPC e custos sociais e ambientais.

Adicionalmente, a HG participou também em dois importantes processos de M&A (Duke Energy Latin America e Latin American Power) e a abertura do escritório-sede em Hong Kong e da sua participada no Peru, o estabelecimento formal das primeiras políticas organizacionais e administrativas e a realização da primeira Assembleia Geral de Acionistas constituíram ainda ocasiões relevantes para a empresa ao longo do ano.

Na Labelec destaca-se a construção do novo laboratório de smart grids, que estará a funcionar no verão de 2017, a integração dos sistemas de gestão laboratorial e comercial e o início das inspeções com drones em Espanha.Nas atividades de R&D destacam-se os projetos em curso nas áreas de armazenamento de energia, redes inteligentes e eólico offshore e o excelente pipeline de candidaturas ao Programa H2020.

Na área internacional destaca-se o projeto “A2E” em Moçambique que deverá passar à fase de implementação ainda durante 2017.

QUAIS SÃO AS PRIORIDADES PARA 2017?

No caso da Hydro Global, os objetivos para 2017 passam por assegurar o início da construção de San Gaban III em setembro, preparar um conjunto de projetos com capacidade instalada unitária inferior a 20MW, iniciar o estudo de viabilidade do projeto San Gaban I, de 150MW, para que a Hydro Global possa participar nos leilões de energias renováveis e de grandes hídricas, respetivamente, esperados em 2018 no Peru.

A HG continuará ainda focada nos mercados de maior potencial e credibilidade da América Latina, como México, Chile e Colômbia e a analisar oportunidades de M&A que se enquadrem no seu mandato e perfil de investimento.

Para a Labelec, o objetivo é continuar a garantir a prestação de serviços técnicos de elevada qualidade com níveis de rentabilidade idênticos aos verificados nos últimos quatro anos e reposicionar o Centro R&D de Shanghai para desempenhar um papel central na cooperação técnica entre a EDP e a CTG.

Relativamente à EDP Internacional pretende-se manter a trajetória de aumento da prestação de serviços a entidades de baixo risco comercial.

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